quarta-feira, 15 de abril de 2009

" Importância de Machado de Assis um século depois da sua morte" - "Adocicar a Gregos e Troianos".


Sala de Aula no Colégio Jayme Camargo com a turma 601


Adocicar o paladar de gregos e troianos

Docinhos... tenros, serenos, esquálidos...pálidos,dourados. Talvez quindins, ou bronzeados brigadeiros . Ah! Doce de mamão verde vitrificado, não, talvez doces cocadas...Sim doces cocadas brancas, de coco queimado. Ele as vendia quando criança, nas escolas de São Cristóvão. E assim, aproveitava para ouvir a professora a dar suas aulas. Machadinho... Machadinho crescia e dava valor às letras. Não podia comprá-las... Seu quinhão era inestimável. Ele não tinha como pagá-las. Aproveitava para ouví-las quieto de tempos em tempos sentado nos beirais das portas das salas de aulas. Quando Machadinho cresceu, Machado de Assis tornou-se o grande poeta, contista, cronista, dramaturgo, jornalista, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Ele batia nas portas dos corações das pessoas com doces palavras apuradas. Doces dos tachos de bronze. Só pode ser assim, como tudo começou... Seu amor pelas letras, foram dos doces, das cocadas...que vendia. Cocadas? Sim, talvez. Eis a pista no seu livro Dom Casmurro:
“... um negro vendedor de cocadas que passava sempre na Rua de Mata-Cavalos, está no capítulo 18, no qual Bentinho narra:
Tínhamos chegado à janela; um preto, que, desde algum tempo,
vinha apregoando cocadas, parou em frente e perguntou:
- Sinhazinha, qué cocada hoje?
- Não, respondeu Capitu.
- Cocadinha tá boa.
- Vá-se embora, replicou ela sem rispidez.
- Dê cá! Disse eu descendo o braço para receber duas.
Seria ele mesmo, escrevendo de si próprio,? Poderia ser que Machado escrevesse algo que vivera. Pode ser que não. Mas, foi real e verdadeira sua vida. Ele vendia doces quando pequeno. Sua trajetória entre nós foi de intenso sabor. Dá água na boca a qualquer um que lê à seu respeito. Que vontade de segurar-lhe a mão. E ser abençoada por alguém que fez das palavras alimento para a alma. Despertar Machado de Assis de seu sono nas linhas das páginas de seus livros, não é apenas ser inquirido pela receita de seu grande sucesso. Mas, mais que isso! É entrar pelas vidas de seus personagens!É ressuscitá-los! É deixar que nos envolvam. Que penetrem nosso logos e projete-nos para um presente melhor. Machado, então, acompanha-nos para um futuro gostoso...Um futuro que ele via, vivia e imprimia nos papéis. Este, nasce e renasce nos seus livros . É só provar! Machado viaja mundos, tempos, desperta desejos, amores, amarguras, quebra barreiras...sempre com uma ponta de doçura. Deixou em seus livros apuradas palavras impressas.
Hoje cem anos depois de sua morte, o mundo todo ama Machado de Assis, por seus escritos! Que negro cavalo alado! Americanos , europeus e outros mais, estudam as suas obras por décadas. Pelos escritores brasileiros ele é adaptado para televisões , teatro e cinema. Não páram! Saboreiam o doce prazer da leitura. É pura educação prazeirosa, gostosa de se degustar.
Machado de Assis, sua vida suas obras tornaram-se importantes cenários vivos envolventes de todos aqueles que passam pelos seus palcos. Sejam atores crianças, jovens, ou adultos. Sejam estrangeiros ou brasileiros . A vida fica mais doce quando consultadas as páginas, ou melhor os tachos de bronze de Machadinho, o grande Machado de Assis. Ele adocica á gregos e troianos. Há mais de 100 anos!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Solidariedade, Onde estás?


Solidariedade, onde estás, onde estás?

Não encontro palavras para descrever-te

Neste mundo caótico, frio e distante...

Solidariedade, onde estás?

Procuro-te, mas não te acho

Tanta dificuldade, tanta fome, tanto frio...

Solidariedade, onde estás?

Onde te escondes?

Por onde andas?

Queria dar-te a mão

E pelo mundo afora

Repartirmos o pão, o peixe, a água, o vinho, a lã

O pão e o peixe que matam a fome

A água que sacia a sede

O vinho que alimenta a alma

A lã que aquece o corpo

Povos, línguas e nações clamam por ti

Bem-aventurada aquela que supre a necessidade dos povos

Sei, sei que sozinha tu não podes

Precisas de mim, do próximo, do outro e mais outro...e outro, outro....outro?

Outro.

E numa roda viva, firme e forte

Envolveríamos o planeta de cima abaixo

Com teus braços quentes

Aproximaríamos as gentes

E todos juntos construiríamos um mundo melhor

Solidariedade, tu , és o elo

A chave mestra das portas trancafiadas

Vem unir

Vem abrir caminhos novos

Dando um rumo novo a esta geração carente de ti

Solidariedade, onde estás, onde estás?

De repente...um sorriso, um olhar profundo, um raio de luz...

Encontrei-te!

Tu estás aqui. Ali. Acolá. Alhures...

Comigo, contigo, consigo, conosco, convosco, com Ele...

Amém!
Para honra e Glória do Senhor das nossas vidas esse Poema foi classificado em 1º Lugar no Concurso de Redação Folha Dirigida e UNESCO ano 2005, em que era aluna apenas do primeiro período de Letras. Assim recebi esses singulares Prêmios: Livro Trilígue(Português , Inglês e Francês) da coletânea dos 100 melhores textos do concurso, que está em mais de 192 países em que a UNESCO tem sua sede nos paises estrangeiros. E para os cinco melhores textos, todos em primeiríssimo lugares, fomos a Paris. Gente finíssima me acompanhou! Subimos a Torre Eiffel, cavalgamos os Lopen Tour da cidade maravilhosa e conhecemos bem de perto a cidade luz! Na foto acima você nos vê com o diretor da UNESCO Pedro à direita. Foi muito bom!